"Não se pode falar de educação sem amor".
( Paulo Freire )

quinta-feira, 17 de junho de 2010



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O autista e o sindrômico de Asperger tem dificuldades na relação social como foi visto no trabalho, mas podemos perceber que com amor e carinho e fundamentação teórica é possível que exista uma relação de troca de saberes, mesmo que seja tão complexa essa intervenção. Como futuras pedagogas necessitamos ver o mundo através de seus olhos e usar esta perspectiva para ensiná-los inserindo-os em nossa cultura, da forma mais independente possível e para que haja uma melhor adaptação e inserção do autista no meio social faz-se necessário respeitar as diferenças encontradas entre esses indivíduos e suas limitações e cabe também ao profissional reconhecer a capacidade de aprendizagem e desenvolvimento que os mesmos possuem caso sejam oferecidas as devidas possibilidades à eles.



O filme Missão Especial retrata a vida de uma mãe solteira que descobre que seus dois filhos gêmeos, de apenas sete anos, são autistas, seu mundo desaba. Ela sabe que a doença não tem cura, e por isso acredita que está condenada, junto com os filhos, a ser uma escrava do mal que os assola. Aos poucos, porém, ela vai aprender que existe esperança na superação e no amor que existe entre ela e as crianças. Por isso, ela fica determinada a dar aos seus filhos uma vida normal, acima de todas as dificuldades e vencendo todos os preconceitos que possam aparecer em seu caminho. Dessa forma, ela demonstra coragem e vontade de superar todos os limites nessa emocionante história, capaz de comover a todos. Uma verdadeira lição de vida.








O filme nos proporcionou refletir sobre tudo que aconteceu com a família desde o modo como foi descoberto o Autismo e a superação dessa mãe que procurou de todas as formas fazer com que as crianças tivessem uma vida normal. Nos mostrou superação acima de tudo, e com amor e carinho as crianças cresceram em um lar sólido e assim suas dificuldades se tornaram a cada conquista mais uma razão para continuarem com a eterna luta contra o preconceito. Ao longo da pesquisa realizada sobre Autismo e Síndrome de Asperger, percebemos que é possível tirar o Autismo do “gueto”. A seguir assista o vídeo sobre o nosso trabalho:

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O pedagogo deve assegurar que todos os alunos da turma são educados a um nível que seja adequado às necessidades de cada um. Para isso, é necessário criar um ambiente que encoraje a valorização dos indivíduos e reconheça os diferentes estilos de aprendizagem inerentes a cada um. Esse ambiente baseia-se na compreensão das necessidades de todos os alunos incluindo as crianças/jovens com síndrome de Asperger. A criação de um ambiente de trabalho calmo, a garantia de que a estrutura da sala de aula está perfeitamente definida, a modificação das tarefas para tirar partido e consolidar as forças da criança, a certificação de que a criança compreende o que se espera dela, a introdução gradual da escolha, encorajando a tomada de decisões e o estabelecimento e manutenção de ligações casa/escola são essenciais para o desenvolvimento de todas as crianças incluindo as com necessidades especiais. Embora possa parecer inicialmente um conjunto de expectativas estimulante, na realidade não passa de um simples exemplo de práticas recomendadas na sala de aula. Um pensamento importante a não esquecer é que a criança com síndrome de Asperger faz parte do todo da comunidade escolar e deve ser aceite e apoiada por toda a comunidade escolar.

O texto de Jussara Hoffman Avaliar para promover faz pensar em como as escolas estão utilizando a sua avaliação, e nos questinar se queremos continuar ultilizando da avaliação como uma forma de rotular nossos alunos e dar dar estrelinhas para os "bons" e "zero" para os ruins... Acreditamos que a Escola Nova surgiu para dismistificar essa avaliação que expõe o aluno e fazer com que o mesmo veja o sentindo real de estar na escola compartilhando seus conhecimentos. A seguir as lâminas trabalhadas na aula de Didática, Planejamento e Avaliação:

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Nas aulas de educação e corporeidade, participamos de diversas atividades, que nos proporcionou aprendizado, não só na construção enquanto profissionais, mas também em todos os aspectos de nossas vidas. Uma das atividades que mais nos chamou a atenção e que nos permitiu uma reflexão, foi a que a turma toda deveria passar pela corda, sem exceção, sem voz ativa, apenas pelo nosso sentimento, todos deveríamos atravessar juntos, depois de muitas tentativas, sim foi possível que todos passassem juntos.
Essa atividade mostrou o quanto a confiança e a sintonia de um grupo, faz com que todos aprendam e andem juntos, cada um tem seu tempo, como foi provado na brincadeira, pois muitos ficaram para trás outros saíram na frente correndo, mas quando todos passamos juntos, foi uma conquista valiosa e acima de tudo gratificante.
Construir essa sintonia com os alunos, e ou com seus colegas de docência, é importante para que haja uma educação interdisciplinar, a escola onde todos andam juntos com o mesmo norte, onde o principal é a educação, torna o aprendizado prazeroso. Como foi para muitos de nos a construção dessa reflexão, a cada aula, teórica e pratica, percebemos e desenvolvemos nosso olhar observador, um olhar que é necessário sempre e ainda mais quando falamos de inclusão.


Thais lermen e Kelly da costa.

Na aula de Prática Pedagógica III, Educação Inclusiva, da professora Nara Borges, tivemos a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a deficiência visual, com a presença e o relato de uma portadora da deficiência, Salete, juntamente com suas colegas, que trabalham na sala de recursos (sir visual). Com a palestra foi nos exposto um pouco de como é ser um deficiente visual, o que se sentem, as dificuldades, e os sentimentos. Tivemos oportunidade também, de conhecer um pouco mais sobre os materiais especiais utilizados nas salas de recurso, alguns ate mesmo foram apresentados, como brinquedos, a Reglete de mesa, alfabeto em relevo, matérias com um diferencial, para o tato. O que foi bastante marcante foi o quanto muito vezes nos subestimamos a capacidade de um deficiente, tratamos como coitados, mas não é a realidade, eles conseguem fazer o que qualquer pessoa dita normal faz, mas da sua forma e respeitando suas limitações.
É muito importante nos como futuros pedagogos, tenhamos esse olhar sensível, para que possamos sempre incluir as pessoa à nossa sociedade com o respeito que merecem, e porque não começarmos ali na nossa sala de aula?Com nossos alunos da educação infantil? Quando se é construído com os alunos que cada um é diferente do outro, respeitando o tempo de cada um, é possível que eles se tornem adultos sem preconceitos, respeitando a identidade de cada ser humano.

terça-feira, 15 de junho de 2010


Nas aulas de EDUCAÇÃO E SAÚDE da professora Nara Borges trabalhamos com um artigo muito interessante que é importante refletirmos:

TEXTO PACIENTES IMPACIENTES: PAULO FREIRE
Terceiro princípio: Aprender/Estar com o outro

O artigo esclarece que ninguém é totalmente ignorante assim como ninguém é o absoluto detentor do saber. A troca de informação é fundamental, assim como o exercício da escuta e até mesmo a humildade para reconhecer que sempre podemos aprender com o outro.
Enquanto algumas pessoas se sentem superiores, muitas vezes, valorizando apenas conhecimento acadêmico; há outras que se sentem inferiorizadas justamente pela falta de estudo. No entanto não podemos desconsiderar o conhecimento popular, Na verdade, existem tipos de conhecimento diferentes que se complementam. O que se faz extremamente necessário é a troca, o convívio, a aproximação.
Para trabalhar essas idéias em sala de aula representamos um “diálogo dramatizado”, se é que podemos definir desta maneira. No qual os colegas vivenciaram situações de fala/escuta e interação. Procuramos demonstrar que alguém sempre tem algo para nos acrescentar, assim como cada um de nós também pode sempre contribuir com o outro. O que precisa, por vezes, é simplesmente “olhar para o lado”.
A técnica utilizada foi a seguinte:
_ elaboração de fichas com informações pertinentes entre si, exemplo:
Estou com fome. / Tenho uma maçã.
_a turma foi dividida em dois grupos com o mesmo número de alunos em cada.
_um grupo retirou fichas contendo a parte inicial de cada situação e o outro grupo retirou as fichas com a informação complementar.
_solicitamos que um aluno do primeiro grupo lesse a sua ficha em voz alta e outro colega do grupo oposto, que julgasse pertinente, respondesse. Mais que isso, interpretasse a situação lida.
Assim foram se formando diálogos cooperativos que ilustraram perfeitamente a idéia principal do texto.

Componentes do Grupo: Camila Blanco, Giana, Kelly, Liane, Thaís.
Como já havíamos falado em postagem anterior, este semestre estamos conhecendo um pouco mais sobre as pessoas com Necessidades Educativas Especiais. Nas aulas de Necessidades Educativas Especiais tivemos um Seminário que nos proporcionou conhecer um pouco mais sobre algumas necessidades. Iremos fazer um breve relato sobre cada uma delas:

DEFICIÊNCIA MENTAL:
A deficiência mental faz parte da história da humanidade desde os tempos mais remotos, quando os deficientes eram tratados como se fossem a personificação do mal. Porém, hoje em dia, existem muitas pesquisas que visam desestigmatizar conceitos pejorativos formados a respeitos da deficiência mental de um modo geral.
A Síndrome de Down é uma anormalidade cromossômica e foi descrita pelo médico inglês Langdon Down, em 1966, baseada nas características físicas associadas com um funcionamento mental subnormal. Cada indivíduo possui 46 cromossomos por célula, metade dos cromossomos é derivado da mãe e a outra metade do pai, logo 23 cromossomos estão no óvulo e 23 cromossomos estão no esperma.
No caso da Síndrome de Down há um material cromossômico excedente, ou seja, no momento da concepção uma célula germinativa fica com um cromossomo extra ligado ao par de número 21, por isso chama-se trissomia 21.
Em função da criança com deficiência mental ter suas funções intelectuais comprometidas, ela pode ter dificuldades de desenvolvimento e de comportamento, principalmente no aspecto da adequação ao contexto a que pertence. As dificuldades podem surgir também nas esferas da comunicação, do cuidado consigo mesma, dos talentos sociais, da interação familiar, da saúde, na segurança, no desempenho acadêmico, no lazer e no campo profissional.
Concluímos que, apesar dos muitos obstáculos freqüentemente encontrados pelos portadores, existe a possibilidade de desenvolvimento destas crianças, bem como uma crescente melhoria na relação afetiva com as demais, ditas “normais”, desenvolvendo assim aspectos cognitivos e emocionais.

DEFICIÊNCIA VISUAL


São classificados deficientes visuais os cegos e os com baixa visão. A cegueira é uma alteração de perda de visão que afeta uma ou mais funções como a capacidade de perceber cor, tamanho, distância, forma, posição. A cegueira pode ocorrer desde o nascimento (cegueira congênita), ou posteriormente (cegueira adquirida) em decorrência de causas orgânicas ou acidentais.
A criança cega não dispõe de um resíduo mínimo da visão e necessita de métodos especiais para sua escolarização. È fundamental orientá-la a explorar os outros sentidos, com objetivo de torná-los aliados para o conhecimento de mundo.
O papel do educador na educação de criança cega é auxiliá-la inicialmente nas situações novas, mas incentivá-la a adquirir autonomia suficiente para realizar atividades possíveis sozinha. Incentive a adquirir independência para se locomover e sozinho e para cuidar de si mesmo e de seus pertences. Cultive em sua sala uma relação de cooperatividade.
As pessoas com baixa visão são aquelas que possuem -30% da visão ou superior no melhor olho com correção. A baixa visão causa uma redução de informações do ambiente, restringindo as informações que ele oferece.
É difícil identificar quando uma criança tem baixa visão. Ela enxerga pouco, mesmo com óculos. Porém nunca deve ser desprezado o resíduo que esta tem de visão, por menor que este seja, deve ser incentivada a usá-lo o máximo possível.
Não são cegas e não devem ser tratadas como se fossem. Ao notar que uma criança tem baixa visão é preciso ajudá-la a se familiarizar com o ambiente e com demais colegas. Acomodá-la próxima ao quadro ou mural, evitando muito reflexo de luz, mas observando se há iluminação suficiente para ela realizar seus trabalhos.

DEPRESSÃO INFANTIL

O diagnóstico de depressão é mais difícil nas crianças, pois os sintomas podem ser confundidos com birra ou falta de educação, mau humor, tristeza e agressividade. O que diferencia a depressão das tristezas do dia-a-dia é a intensidade, a persistência e o comprometimento das atividades normais. Nas crianças a depressão costuma manifestar-se a partir de uma situação traumática, como separação dos pais ou a morte de uma pessoa querida. A doença combina fatores biológicos, psicológicos, sociológicos e ambientais.
Existem alguns sintomas que são comuns na depressão infantil, como: Dificuldade de se afastar da mãe, angústia, pessimismo, irritabilidade, agressividade, problemas para se alimentar, tronco arqueado, incapacidade de sentir prazer, apatia, isolamento social e desinteresse, insônia ou sono excessivo que não satisfaz, desatenção, dores freqüentes, agitação excessiva, baixa auto-estima e sentimento de inferioridade. Ao primeiro sinal de depressão, os pais e professores devem acolher a criança e encaminhá-la a um profissional o mais rápido possível.


ALTAS HABILIDADES


A preocupação com pessoas que se destacam por possuírem algum talento especial existe desde os tempos antigos, e hoje, a atenção dada às crianças com altas habilidades constitui uma das áreas da Educação Especial. A escola atual enfrenta divergências e resistências quanto ao atendimento a essas crianças. De um lado, têm-se professores despreparados para o trabalho que executam e para o atendimento das demandas que a sociedade exige; por outro lado, tem-se a atribuição que os professores determinam a essas crianças, de que elas não necessitam de um atendimento especial, pois "já sabem tudo" e "são boas em tudo" (NICOLOSO; FREITAS, 2002). No entanto, essas crianças, como qualquer outra de sua idade, necessitam de atendimento sério e competente. Quando uma criança muito habilidosa não é estimulada intelectualmente, podem aparecer alterações de comportamento como resposta à frustração que está experimentando. Conforme Ferreira e Souza (2001), é comum esses alunos se tornarem entediados, frustrados e retraídos diante da rotina escolar, que é determinada pela média da turma. Bulkool e Souza (2000) ainda enfatizam que em virtude da falta de apoio e de compreensão no meio ambiente, podem apresentar estados de indiferença, apatia e reações agressivas, chegando a ponto de ocultar seus próprios talentos. May (2000) ressalta que essas pessoas não apresentam altas habilidades em todas as áreas, e não são bem sucedidas em tudo, visto que suas habilidades intelectuais são avançadas, embora suas habilidades motoras e sociais são de idade apropriada. Este desenvolvimento irregular, segundo a autora, pode conduzir a frustração e a confusão para a criança e sua família.

TRANSTORNO DE CONDUTA

Um dos comprometimentos emocionais mais importantes da infância e adolescência é o Transtorno de Conduta, também chamado de Delinqüência, esse comportamento caracteriza-se por um padrão repetitivo e persistente de conduta anti-social, agressiva ou desafiadora. O Transtorno de Conduta é uma doença essencialmente diagnosticada até os 18 anos. Além desta idade, é considerado Transtorno da Personalidade Anti-Social, até porque as implicações legais dos atos são interpretadas de formas diferentes. O Transtorno de Conduta é um dos quadros mais comuns em que o profissional de saúde se vê solicitado e também são os quadros que mais exigem das escolas e dos familiares, dentro da saúde mental. O sujeito que apresenta comportamentos agressivos, salienta-se que o mesmo esta precisando de ajuda, de um especialista.
Os problemas de comportamento nos escolares agridem, chamam a atenção e salientam que determinado aluno está precisando de ajuda e, portanto deve ser encaminhado para o especialista. Esses alunos, diferentes dos deprimidos ou dos somáticos, perturbam os professores, os outros alunos e seus familiares. São aqueles que podem quebrar sua autoridade em sala de aula,testando,controlando, e desafiando os papéis estabelecidos.

EPILEPSIA

A epilepsia é uma doença que tem como ponto de partida uma perturbação do funcionamento do cérebro, devido a uma descarga anormal de um determinado número de neurônios cerebrais. Esta descarga tem um início súbito e imprevisível e, de curta duração pode ir de segundos a minutos, raramente ultrapassando os 15 minutos mantendo-se o funcionamento cerebral normal entre as crises. As crises têm tendência a repetir-se ao longo do tempo sendo, contudo, a freqüência variável de pessoa para pessoa.
O diagnóstico de epilepsia é feito essencialmente pela conversa com o paciente ou acompanhante. A descrição das crises pelo paciente ou pelos seus familiares é a maior parte das vezes, suficiente para o médico fazer o diagnóstico de epilepsia e respectiva classificação. As mais freqüentes causas são quando as células cerebrais estão descarregando energia elétrica quando não deveriam. Mas não se sabe por que. A epilepsia pode aparecer após um trauma craniano ou ser causada por problema de saúde durante a gravidez, pode ainda ser um efeito tardio de doenças da infância, como sarampo.

TRANSTORNO DE TIQUES

Um tique é um movimento motor ou uma vocalização súbita, rápida, recorrente, sem ritmo e estereotipada. Ele é experimentado como algo incoercível, mas pode ser suprimido por períodos variáveis de tempo. Todas as formas de tique podem ser exacerbadas pelo estresse e atenuadas durante algumas atividades absorventes (por ex., ler ou coser), sendo em geral acentuadamente diminuídos durante o sono. Ambos os tiques, motor e vocal, podem ser classificados como simples ou complexos, embora os limites entre os dois não estejam bem definidos.

Os tiques motores simples comuns incluem piscar os olhos, contrair o pescoço, encolher os ombros, fazer caretas e tossir. Os tiques vocais simples comuns incluem pigarrear, grunhir, fungar, bufar e emitir sons guturais. Os tiques motores complexos comuns incluem gestos faciais, comportamentos afetados, saltar, tocar, bater o pé e cheirar objetos.

Os tiques vocais complexos comuns incluem repetições de palavras ou frases fora de contexto, coprolalia (uso de palavras socialmente inaceitáveis, freqüentemente obscenas), palilalia (repetição dos próprios sons ou palavras) e ecolalia (repetição da última palavra, som ou frase ouvida). Outros tiques complexos incluem ecocinesia (imitação dos movimentos de outra pessoa).